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| Foto: Mário Cruz/Lusa |
Reeleição europeia
O português José Manuel Durão Barroso permanecerá
na presidência da Comissão Europeia até 2014
A 16 de Setembro, o Parlamento Europeu ratificou a reeleição de Durão Barroso como presidente da Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) para os próximos cinco anos.
De conhecimento geral, o ex-Primeiro-Ministro português - que já tinha o apoio unânime dos Governos europeus - obteve 382 votos a favor, 219 contra e 117 abstenções, de carácter secreto, da qual participaram 718 dos 736 deputados que compõem a Eurocâmara.
Barroso, que partia antes com uma ampla oposição no Parlamento, conseguiu convencer o grupo liberal e a parte dos socialistas, cujos votos se somaram aos do Partido Popular Europeu (PPE) e aos eurocéticos britânicos, tchecos e poloneses, grupos que defenderam o tempo todo sua candidatura.
“Quero agradecer pela grande confiança que depositam
em mim”, disse Barroso ao plenário, imediatamente depois da votação.
“Acho que é um sinal do apoio com o qual vou contar no Parlamento Europeu para meu programa”, disse o presidente da Comissão Europeia, que se comprometeu a trabalhar junto a “todos os grupos políticos que querem uma Europa de solidariedade e liberdade”.
Além disso, Barroso agradeceu o apoio do Primeiro-Ministro português, o socialista José Sócrates, que, assim como outros líderes da social-democracia europeia, facilitaram sua nomeação, apesar de pertencer a famílias políticas distintas.
“Como presidente da Comissão, meu partido será a Europa e todos os que quiserem me acompanhar na aventura que é a construção
de uma Europa unida, com todos
eles, tentarei estabelecer acordos”,
ressaltou.
Apesar de a maioria simples ser suficiente para a reeleição, a maioria absoluta obtida deve garantir a Barroso estabilidade em seu mandato mesmo que entre em vigor o novo Tratado de Lisboa.
Esse texto, que provavelmente será sob o qual a Europa funcionará durante a maior parte do mandato de Barroso, determina a maioria absoluta para sair eleito como o presidente da Comissão Europeia, por isso algumas forças tinham insistido em que, se o português não a obtivesse agora, deveria voltar a passar pela Eurocâmara sob as novas regras.
Durão Barroso |
José Manuel Durão Barroso nasceu em Lisboa, em 23 de Março de 1956. Depois de se licenciar em Direito na Universidade de Lisboa, mudou-se para Genebra, onde concluiu o Diploma de Estudos Europeus do Instituto Universitário de Estudos Europeus da Universidade de Genebra e o Mestrado em Ciência Política do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Ciências Económicas e Sociais da Universidade de Genebra.
Ingressou na carreira académica, tendo sido sucessivamente assistente na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, assistente no Departamento de Ciência Política da Universidade de Genebra e professor convidado no Department of Government e na School of Foreign Service da Universidade de Georgetown (Washington D.C.). Em 1995, foi nomeado Director do Departamento de Relações Internacionais da Universidade Lusíada, em Lisboa. Em 1979, fundou a Associação Universitária de Estudos Europeus.
A sua carreira política começou em 1980, quando aderiu ao Partido Social Democrata (PSD). Foi eleito Presidente do Partido em 1999, cargo para o qual foi reeleito três vezes. Durante esse período, foi igualmente Vice-Presidente do Partido Popular Europeu. Em Abril de 2002, foi nomeado Primeiro-Ministro de Portugal, cargo que exerceu até Julho de 2004, altura em assumiu as funções de Presidente da Comissão Europeia.
Em 2006, foi considerado “Europeu do ano” pelo jornal European Voice. É autor de várias publicações sobre ciência política, relações internacionais e a União Europeia, designadamente, “Le système politique portugais face à l’intégration européenne” (Lisboa e Lausana, 1983), “Uma Certa Ideia de Europa” (1999), “Mudar de Modelo” (2002) e “Reformar: Dois Anos de Governo” (2004). |
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